Mood é tal qual look do dia: você que escolhe!

5.04.2016 -



Manhã do 2 de fevereiro, 2016. Um dia banal para a maioria dos paulistanos, mais emburrados que de costume com a chuva fininha lá fora - dessas que afunila os metrôs e entope baldeações. Pulei, um tanto assustada, a terceira vez que meu despertador tocou: 6h25. Era a segunda consecutiva que dormia no sofá da sala da Pri, um dos últimos móveis vendidos daquela season que ali terminaria. Mau humor a toda. Subo até o seu quarto, a chamo. Ela desce, menos enfezada e bem mais #chateada que eu. A real é que, se a manhã já tinha tudo para ser bizarra, meus berros fizeram com que ela piorasse.

"Eu acordo assim", expliquei. É complicado: ou saio da cama saltitante, antes do horário e felizona, ou o demônio toma o poder e não há curandeira que me tire sorriso. Faíscas depois, ficamos de bem: compartilhávamos o mesmo feeling complicado de voltar para a própria terra, sem saber por quê. Mas tu parecia tão feliz lá! Tava numa puta empresa. Trampo de sucesso. Eu sempre soube que tu ias se dar bem, Camila. Se existe um conselho que dou a quem possui aquela coceirinha de estimação quanto à cidades imensas, aviso: a gente é bem feliz no começo, depois é preciso se encher de paz interior e motivos fortes que nos façam fincar terreno. Naquele mês dois desse ano, eu andava sem perspectiva. O Gurias parecia uma grande salvação - e, talvez, ainda, de fato, seja.

Já estabelecida na casa dos pais, em Porto Alegre, tive um insight nessa vida meio sem rotina: a gente é que escolhe qual vai ser o mood daquele dia que ainda está ali, branquelo, puro e vazio a ser preenchido. Soa clichê, eu sei, mas já tentou pisar no chão do quarto e prometer a si mesma algo como "hoje eu vou ter um dia ótimo e AI DE QUEM tentar me tirar dessa rota"? Notei que faço isso em todos os aniversários, data tão querida por mim, desde pequetita. E em cada um deles possuo recordações bonitinhas, fofas e importantes. São dos meus dias favoritos, mesmo!

Às vezes a vida anda meio merda comigo, acontece. Dá vontade de soltar as patas no primeiro que atravessar meu caminho até o banheiro? Super. Falo pouco assim que acordo, demoro para pegar no tranco e me deixar contaminar com infinitude de possibilidades que aquelas horas guardam. Mas, notei que, se apresso esse processo, é das coisas que ajuda - se os cabelos precisamos daquela tal cautela para vê-los crescer, aqui, quanto antes optamos pelo humor levinho, apaixonado e festivo, melhor! A flor se abre, qualquer chuva parece nadinha, fica mais fácil escolher que casaco usar e o penteadinho do dia. No fim, a gente é que germina.



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