Ele me chamou de louca

8.20.2015 -
A colagem, pra variar, é da rainha Eugenia Loli


Ele me chamou de louca
Eram quase onze da noite
E o meu copo estava cheio
Eu poderia ter jogado na sua cara
Mas decidi que era melhor beber, gole por gole
Ele não valia aquele vazio

Ele me chamou de louca
Eu tinha acabado de chorar porque ele beijou outra
Na minha frente
Do meu lado
Enquanto me olhava
Eu sai de fininho, mas ele me puxou pelo braço
Ele saiu enquanto eu justicava
Sozinha

Ele me chamou de louca
Depois de tirar o celular da minha mão, escorregadia
"Você tá vendo coisa onde não tem, qual o seu problema?"
Toda vez que tocava o telefone, ele corria
Ia pro banheiro, pra sala
Atendia
Ele pediu que eu fosse embora, afinal
Até quando (essa louca) ele aguentaria?

Ele me chamou de louca
Ciumenta, ansiosa, neurótica,
"Você fala demais, tem opinião pra tudo"
Disse ele como quem zomba
Mas no fundo
Não aguenta nem duas na cama

Ele me chamou de louca
"Eu não presto, tá entendendo bem?"
E eu tinha certeza que ele valia nada ou
Nem o que comia
Mas ainda assim, o coração, esse frouxo
Viu qualquer oportunidade, romance, euforia
Ele sumiu depois do primeiro mês
Eu segui, na escuridão
Sem ver ele qualquer outra vez.
(Ainda bem)




1 Comentários:

  1. Não existe nada pior nessa galáxia do que ver resumirem sua dor em loucura. Querido, GO THE HELL.

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