Outra entrevista: ao blog C. Araújo

9.19.2011 -


Hoje o Entrevistando! tá diferente! Uma entrevista com uma escritora que conheci por indicação e que fui percebendo a grandeza do seu trabalho. Sabe quando você lê um texto e se vê nele? Pois é, isso acontece entre os textos da Camila e eu. Me vejo em cada linha, cada situação, me vejo com as mesmas dúvidas e dilemas. O Calmila (Calma, Camila) é um blog onde me divirto, interajo e descubro que tem, no país, mais uma dezena de garotas que vivem situações parecidas com a minha. A autora, Camila Paier, estudante de jornalismo, mora do RS e trabalha em uma agência de comunicação. Seu blog tem como leitoras, garotas da mesma idade que ela, criando um espaço onde todas possam encontrar, ou quase encontrar, as respostas para suas cruéis dúvidas! A entrevista está maravilhosa e espero que curtam o tanto que eu curti!

Blog C. Araújo: Então Camila, os teus textos têm um teor de realidade neles, o que faz com que nós nos vejamos em cada linha, cada situação. A inspiração é realmente de momentos que aconteceram, e com você? Ou, você consegue escrever só em ter um tema


Camila Paier: Alguns dos textos são situações que vivo e acabo absorvendo, outros, apenas realidade inventada pela minha própria mente. Como gostava muito de redação no colégio, se me propõe um tema, até consigo desenvolver. Porém, claro: é muito mais saboroso, real e inspirador escrever sobre algo que já nos ocorreu e temos como explorar, vastamente, o tema.

Blog C. Araújo: Os escritores geralmente têm o problema do plágio. As pessoas acham que só porque vocês tornam públicos certos textos, significa que eles podem pegar os textos e simplesmente não colocar os devidos créditos. Como você conseguiu lidar com isso?


Camila Paier: Foi e ainda é complicado. Resolvi desencanar do karma. Não que não continue acessando e até mesmo, quando sobra um tempo na rotina, buscando pra ver o que andam copiando e como. Bloqueei o cursor para copiar e colar no Calmila, o que ajudou. Mas tem gente que, infelizmente, recebe por e-mail. Ou sabe técnicas de computação avançadas. Há pessoas doentes, há pessoas maldosas. A gente tem que se munir de muitas boas vibrações e coisas boas pra aguentar sem surtar, ser copiado e não ter muito o que fazer, já que as leis brasileiras não dão suporte.


Blog C. Araújo: O Calmila responde foi um dos meios que você achou de transformar seu blog num blog interativo, onde você pode ajudar o leitor em seus “casos amorosos”. De onde surgiu a ideia dessa coluna, que consegue ser divertida e interessante ao mesmo tempo?

Camila Paier: Sempre recebi e-mails, já que meu contato é bem acessível e fácil de descobrir (camilapaier@gmail.com). Apenas quis ter um contato maior com quem me lê, ver por que passam algumas meninas e meninos que gostam do que lêem. Adoro esse lance de analisar pessoas e comportamentos. Sou uma detalhista incurável.
Blog C. Araújo: Como o Blog C. Araújo é destinado à livros, gostaríamos de saber quais seus livros preferidos? E como é a escolha deles? Temas, escritores...

Camila Paier: Adoro literatura introspectiva. Tenho me interessado bastante por biografias e poesias de boa qualidade, brasileiras mesmo. Os últimos que li: Clarice, do biógrafo Benjamin Moser, A Vida Secreta de Marilyn Monroe, do americano J. Randy Taraborrelli, e um da Adélia Prado, poetisa de mão cheia nossa, que se chama A Faca no Peito.

Blog C. Araújo: Você é Jornalista, certo? Como o jornalismo ajudou na divulgação dos seus textos, e do próprio blog?

Camila Paier: Na verdade, estudo para. Curso Jornalismo na PUC-RS. E é curioso que, quando criei e comecei na divulgação do Calmila, cursava meu primeiro e único semestre de Direito. Achei sério demais para mim, e me mandei para algo também amplo, e que me disponibilizasse prazer em trabalhar.

Blog C. Araújo: O Calmila está com quase 2000 seguidores, e eu que sou do interior de Alagoas cheguei aos seus textos por indicação de amigos. Quando você começou a publicar seus textos você pensou que um dia eles seriam tão famosos e comentados na web?

Camila Paier: Pode achar arrogância ou presunção minha, mas ainda acho pouco. Sem ambição, não sei como não se vive. Talvez, a dimensão que os textos tenham para mim seja muito menor, já que o reconhecimento do que escrevo aqui no Rio Grande do Sul é bem pequeno. Gosto do pessoal aí de cima, pois me valoriza muito mais (será que é por que estou longe? Hahaha). Por exemplo, no local onde trabalho, poucas pessoas sabem que escrevo tais textos. Duas vezes apenas me reconheceram na rua. Para mim, ainda sou anônima. Apenas o que escrevo, muito mais importante, é que tem essa tal “relevância”. Não quero fama. Nunca quis, não saberia lidar. Meu maior e único desejo seria me sustentar, e a meus vícios, futilidades, mulherzices, com o que escrevo. É minha meta.

Blog C. Araújo: Em sua opinião quais os melhores textos que você já escreveu? E por quê?

Camila Paier: Tudo depende. É uma pergunta tão atemporal. Por mais que tenham textos que são bastante comentados e elogiados pelas leitoras, posto só o que realmente gosto. Tenho curtido bastante essa minha fase em alta no amor. Preciso aproveitar, não se sabe quando ou se termina. Incrivelmente, é o que mais tem me impulsionado, mexido mesmo com a tal inspiração e colocado a criatividade no lugar certo: funcionando.

Blog C. Araújo: Os textos fazem mais sucesso com as mulheres, obviamente, uma vez que o foco principal de quase todos os textos é esse. É comum ler comentários do tipo: “Ah, comigo foi exatamente assim” ou “Nossa, estou passando por tal momento”? E é por aí que você acaba vendo os temas de alguns textos?

Camila Paier: Depende. Escrevo, literalmente, o que sinto. Somos todos muito diferentes, da maneira mais igual possível. Há padrões que tentamos seguir, sociedade a dentro. Mas enfim, saindo um pouco da filosofia – que adoro, e se posso, vou a fundo – a maioria das leitoras, além de serem do sexo feminino, tem idade que regula com a minha. É bom ser porta-voz de quem não sabe muito bem como expressar o que sente. Quase uma dádiva

Blog C. Araújo: Bem, pra terminar, quais as músicas que você costuma ouvir na hora de escrever um texto?

Camila Paier: Gosto de músicas que me toquem. E claro, tudo depende muito do meu momento, que depende do meu humor. The XX ajuda muito, Adele também.
 
Blog C. Araújo: Como o Blog C. Araújo é destinado à livros, gostaríamos de saber quais seus livros preferidos? E como é a escolha deles? Temas, escritores...

Camila Paier: Adoro literatura introspectiva. Tenho me interessado bastante por biografias e poesias de boa qualidade, brasileiras mesmo. Os últimos que li: Clarice, do biógrafo Benjamin Moser, A Vida Secreta de Marilyn Monroe, do americano J. Randy Taraborrelli, e um da Adélia Prado, poetisa de mão cheia nossa, que se chama A Faca no Peito.

Blog C. Araújo: Você é Jornalista, certo? Como o jornalismo ajudou na divulgação dos seus textos, e do próprio blog?

Camila Paier: Na verdade, estudo para. Curso Jornalismo na PUC-RS. E é curioso que, quando criei e comecei na divulgação do Calmila, cursava meu primeiro e único semestre de Direito. Achei sério demais para mim, e me mandei para algo também amplo, e que me disponibilizasse prazer em trabalhar.

Blog C. Araújo: O Calmila está com quase 2000 seguidores, e eu que sou do interior de Alagoas cheguei aos seus textos por indicação de amigos. Quando você começou a publicar seus textos você pensou que um dia eles seriam tão famosos e comentados na web?

Camila Paier: Pode achar arrogância ou presunção minha, mas ainda acho pouco. Sem ambição, não sei como não se vive. Talvez, a dimensão que os textos tenham para mim seja muito menor, já que o reconhecimento do que escrevo aqui no Rio Grande do Sul é bem pequeno. Gosto do pessoal aí de cima, pois me valoriza muito mais (será que é por que estou longe? Hahaha). Por exemplo, no local onde trabalho, poucas pessoas sabem que escrevo tais textos. Duas vezes apenas me reconheceram na rua. Para mim, ainda sou anônima. Apenas o que escrevo, muito mais importante, é que tem essa tal “relevância”. Não quero fama. Nunca quis, não saberia lidar. Meu maior e único desejo seria me sustentar, e a meus vícios, futilidades, mulherzices, com o que escrevo. É minha meta.

Blog C. Araújo: Em sua opinião quais os melhores textos que você já escreveu? E por quê?

Camila Paier: Tudo depende. É uma pergunta tão atemporal. Por mais que tenham textos que são bastante comentados e elogiados pelas leitoras, posto só o que realmente gosto. Tenho curtido bastante essa minha fase em alta no amor. Preciso aproveitar, não se sabe quando ou se termina. Incrivelmente, é o que mais tem me impulsionado, mexido mesmo com a tal inspiração e colocado a criatividade no lugar certo: funcionando.

Blog C. Araújo: Os textos fazem mais sucesso com as mulheres, obviamente, uma vez que o foco principal de quase todos os textos é esse. É comum ler comentários do tipo: “Ah, comigo foi exatamente assim” ou “Nossa, estou passando por tal momento”? E é por aí que você acaba vendo os temas de alguns textos?

Camila Paier: Depende. Escrevo, literalmente, o que sinto. Somos todos muito diferentes, da maneira mais igual possível. Há padrões que tentamos seguir, sociedade a dentro. Mas enfim, saindo um pouco da filosofia – que adoro, e se posso, vou a fundo – a maioria das leitoras, além de serem do sexo feminino, tem idade que regula com a minha. É bom ser porta-voz de quem não sabe muito bem como expressar o que sente. Quase uma dádiva

Blog C. Araújo: Bem, pra terminar, quais as músicas que você costuma ouvir na hora de escrever um texto?

Camila Paier: Gosto de músicas que me toquem. E claro, tudo depende muito do meu momento, que depende do meu humor. The XX ajuda muito, Adele também.
 
 
Pensa Rápido:
Música Preferida? Como nossos pais, escrita por Belchior mas na versão de Elis Regina
Filme? A Origem
Ator e Atriz? Gerard Butler e Scarlett Johanson
Livro que mais curtiu? Complicado. Mas fiquemos com “O perigo do dragão”, de Bruna Lombardi
Série? Sex And The City, eterna.
Bandas? Adele, CSS, Kings Of Leon, Chico Buarque e Lobão.
 

2 Comentários:

  1. Adoro quando tem entrevistas suas aqui... Isso te deixa mais perto das leitoras.

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  2. Adele, Scarlett Johanson, Sex and City... quanta coisa em comum! :)

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