Da Alemanha: E na memória, Amy!

7.26.2011 -

 Essa coluna semanal é sobre a Alemanha, mas como sou muito fã do trabalho da Amy Winehouse, não consigo pensar em mais nada para escrever hoje, portanto, farei um link entre os dois. Vou descrever como foi a repecussão da morte dela por aqui. 

Os noticiários alemães estão bem mais focados em cobrir os acontecimentos na Noruega, por questões de política e segurança que se relacionam muito mais com a Alemanha, do que a morte da cantora. Mesmo assim o ocorrido em Londres foi também bastante comentado.  

A maioria dos canais televisivos e revistas, de maneira geral, cobriu a morte dela como a imprensa brasileira. Um diferencial que percebi foi um artigo comentando sobre a luta da cantora contra a depressão e bulimia. No Brasil preferem atacar somente o uso das drogas. 

A revista Der Spiegel, uma das mais conceituadas da Alemanha e super conservadora também, praticamente uma VEJA, é a que traz mais artigos em seu site. Comentam toda a trajetória artística e pessoal de Amy, pontos altos e falhas, muitas fotos e, ao mesmo tempo que elevam sua imagem à diva, escrevem sobre a vida dividida entre os palcos e as drogas, de maneira bem taxativa pregam contra o uso de substâncias ilícitas. 
A revista Focus, que tem a capa igual a Época, traz o título “Bem-vinda ao clube dos 27em eu artigo principal, uma alusão aos outros famosos e conturbados artistas que morreram na idade dos 27 anos, como vocês com certeza já leram por aí. Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e outros tantos. São infelizes coincidências da vida mas para estas pessoas em especial, como suas vidas não eram só mais uma entre as tantas entre a multidão, o foco no que faziam, produziam e consumiam é dado em lente de aumento. 
A revista RollingStone versão alemã traz uma matéria interessantíssima sobre a “dança com o diabo” que era a vida pessoal de Amy com a imprensa. O artigo dizia coisas como querer sair do clichê e não se utilizar da morte dela para moralizar o discurso sobre drogas, mas que só pelo fato de estarem comentando sua morte já significava que estavam dentro do sistema que  justamente escreviam se opondo. Eles terminam o artigo dizendo o seguinte: “Não existe uma luta contra as drogas. É um jogo. Quando você para de vencer, ela ganha.” 

Love is a losing game é um hino para mim. A voz da Amy me acompanhou durante tardes a fio no estágio. E agora sobramos nós com o curto legado da garota branca com voz de negra que falava com propriedade sobre as dores da mulher amargurada. E quem volta ao preto, ao luto, são os fãs como eu, que tinham a esperança de que a estrela de Amy voltasse ao colorido da vida sem abusos e sofrimentos. Mas o que podemos nós fazer pelos outros? E se ela quisesse mesmo morrer? Ou consumir drogas para aliviar um dor intensa na alma? Não de hoje que poetas, escritores e artístas em geral extravazam seus sentimentos no uso de substâncias “tóxicas”. 

Se sua beleza e profundidade musical era dada sob esses efeitos, e se a vida dela assim teve que ser, que assim seja. Paremos de tentar encontrar respostas onde não há dúvidas. Só digo mais uma coisa: Espero que o céu seja open-bar!

6 Comentários:

  1. love is a losing game tbem é minha preferida fiz ate um post sobre a sua perda, ela foi minha companheira de noites e sofrimentos!

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  2. Juro que terminei a leitura completamente arrepiada. Eu admirava demais as músicas de Amy; e é uma pena que muitos, mesmo após sua morte, dão mais atenção ao que a tacharam do que ao seu talento!
    bjss

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  3. Parabéns pela a matéria, muito boa mesmo.

    Beijos e beijos ;*
    Milla
    http://miladizcom.blogspot.com/

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  4. Sem dúvida a Amy Winehouse tinha um talento inquestionável, e é uma pena que o vício tenha a vencido!Mas deixou para nós verdadeiras pérolas que atravessarão gerações!!
    Uma voz sem igual!!

    Beijos!

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  5. Não sou/fui fã da Amy, mas meu pai é e mesmo que não fosse não há como negar que ela cantava como ninguém, apesar de não acompanhar muito ela, eu a admirava muito. É realmente uma perda muito grande pra música. É uma pena todos os escândalos que aconteceram na vida dela e uma pena que o "refúgio" dela - que é o que a droga é para muitos, tenha a levado para um abismo, uma queda sem volta.

    Beijos :*

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